As primeiras versões do UNIX da
Sun eram conhecidos como SunOS, que é o
nome usado para o componente
principal do sistema operacional Solaris. Com o
crescimento previsto de sistemas
com múltiplos processadores, a Sun investiu
fortemente no desenvolvimento de
um novo kernel do sistema operacional com um foco
primário em escalabilidade com
multiprocessadores. O novo kernel permitiu múltiplas
threads de execução e forneceu
condições para segmentação de processos, o que evoluiu
para a escalabilidade encontrada
no Solaris hoje. O objetivo da criação do Solaris foi
justamente suprir a necessidade
de um sistema flexível, com alta escalabilidade, com
maior eficiência.
A maioria dos sistemas
operacionais modernos utilizam kernel modular, um tipo
de estrutura onde o kernel,
incluindo todos os seus dispositivos e componentes, formam
um único bloco de código mas que
agora podem ser compilados independentemente em
forma de módulos. A estrutura do
sistema operacional Solaris está incluída nesses
sistemas baseados em módulos. Um
sistema em módulos tem algumas características
relevantes, como exemplo, podemos
citar: usa uma abordagem orientada a objetos, a
comunicação entre os módulos é
feita através de interfaces conhecidas, cada módulo é
independente do outro e cada
módulo é carregado e descarregado de acordo com a
necessidade do kernel; este
último item caracteriza a flexibilidade desse tipo de
estrutura.
O kernel do Solaris é
implementado como um conjunto básico de funções do
sistema operacional, com os
subsistemas do kernel e serviços adicionais ligados em
módulos carregáveis
dinamicamente. O Solaris é compatível com sete tipos de módulos
carregáveis do Kernel: classes de
escalonamento, sistemas de arquivos, chamadas de
sistema carregáveis, formatos
executáveis, módulos streams, drivers de dispositivo e
barramento e módulos adicionais
diversos.
Assim como em outros sistemas
operacionais com diferentes implementações, o
kernel do Solaris também fornece
um ambiente de máquina virtual que permite que
vários programas executem
simultaneamente na plataforma de hardware. Cada
programa tem seu próprio ambiente
de máquina virtual, com um contexto de execução e
de estado.
Um dos recursos do Solaris, é o
Solaris Containers, que é uma ferramenta de
virtualização do Solaris, que
abrange basicamente duas tecnologias: Solaris Zones, que
implementa o conceito de zonas,
cada zona consiste em um ambiente virtualizado que
possui sua própria identidade,
seu próprio sistema de arquivos, endereço IP, etc, essas
zonas ficam separadas da
subcamada do hardware ou seja, cada zona comporta-se como
se estivesse executando seu
próprio sistema operacional possibilitando a execução de
cada aplicação em seu próprio
ambiente privado, sem que isto afete outros sistemas.
Isto oferece uma capacidade de
isolamento das aplicações, além de fornecer um
mecanismo de controle da
distribuição dos recursos entre as diferentes zonas existentes;
a segunda tecnologia é o
gerenciamento de recursos, que otimiza o processamento
através de uma melhor
distribuição dos recursos do sistema.
Fonte de pesquisa: http://www.midiacom.uff.br/~natalia/2012-1-sisop/tgrupo6.pdf
Fonte de pesquisa: http://www.midiacom.uff.br/~natalia/2012-1-sisop/tgrupo6.pdf
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